O Rio Grande do Sul apresentou avanços na implantação da rastreabilidade individual obrigatória de bovinos e búfalos. Atualmente, cerca de 9,3 mil animais já foram identificados em 25 municípios, dentro de um projeto piloto que envolve 36 propriedades rurais. O estado já deu os primeiros passos para atender à nova exigência nacional, que pretende transformar em vantagem competitiva para a pecuária gaúcha.
Projeto piloto em 36 propriedades
Desde 2024, a Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) desenvolve um projeto piloto em propriedades rurais. Das 113 propriedades inscritas voluntariamente, 36 foram selecionadas para representar diferentes regiões e sistemas de produção. O secretário da pasta, Madalena, afirmou que o Rio Grande do Sul reúne condições para liderar esse processo. Ele destacou que o estado já tem experiência em sistemas de identificação e rastreabilidade.
Oportunidade de agregar valor
Madalena afirmou que a rastreabilidade individual não deve ser vista apenas como uma obrigação, mas como uma oportunidade de agregar valor à produção, ampliar a competitividade e atender às exigências dos mercados mais qualificados. O secretário disse que o projeto piloto tem permitido validar os sistemas e aperfeiçoar os processos para que a implantação ocorra de forma segura, eficiente e com benefícios concretos para toda a cadeia produtiva.
Benefícios do novo sistema
O novo sistema permitirá automatizar a Declaração Anual de Rebanhos, reforçar o combate ao abigeato, registrar o histórico sanitário individual dos animais e simplificar a emissão da Guia de Trânsito Animal eletrônica (GTA), integrada ao Sistema de Defesa Agropecuária (SDA). Madalena destacou que a rastreabilidade individual representa uma mudança na gestão da atividade pecuária. Nas propriedades, o sistema reduz erros de contagem, automatiza a declaração de rebanhos, melhora o controle sanitário e fortalece o combate ao abigeato.
Impacto no mercado
Para o mercado, a identificação individual amplia a capacidade de resposta a eventuais ocorrências sanitárias, facilita certificações e comprova a origem da produção. Além disso, atende às exigências dos compradores internacionais e valoriza a carne produzida no bioma Pampa. O Rio Grande do Sul pretende transformar a nova exigência nacional em uma vantagem competitiva para a pecuária gaúcha.















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