João Bosco, que completa 80 anos em 13 de julho, construiu uma carreira pautada pela busca da perfeição por meio de grandes parcerias. Desde a juventude com Aldir Blanc até a maturidade ao lado do filho Francisco, o músico reinventou sua arte diversas vezes, como analisa um crítico musical.
Primeiros passos e parceria histórica
João Bosco estreou em disco em 1972, em um compacto dividido com Tom Jobim. No mesmo ano, a primeira canção da dupla com Aldir Blanc, “Agnus Sei”, foi lançada em um disco de bolso do jornal O Pasquim. Essa parceria renderia clássicos que marcaram a música brasileira.
No álbum “Bosco” (1989), apenas a faixa final, “Corsário”, tem letra de Aldir, indicando uma transição criativa. A relação entre voz e violão estabelecida por Bosco gerou o emblemático disco “100ª Apresentação” (1983).
O marco do Acústico MTV
A gravação do álbum ao vivo “João Bosco Acústico MTV” ocorreu em 28 de janeiro de 1992. O show exibe uma “música de câmara solo”, dele consigo mesmo, e é considerado o mais importante disco de voz e violão da música brasileira desde “Caymmi e seu Violão” (1959).
O repertório do “JB Acústico” traz clássicos da parceria com Aldir Blanc, rompida cinco anos antes, incluindo “Quilombo”, “Tiro de Misericórdia”, “Corsário”, “Odilê, Odilá” e “Papel Machê”. “Odilê, Odilá” é parceria com Martinho da Vila, e “Papel Machê” com Capinan.
O sucesso de “Jade”
O álbum “João Bosco Acústico MTV” traz a versão definitiva de “Jade”, que foi trilha sonora da novela “O Salvador da Pátria” (1989). A canção aparece pela primeira vez em “Bosco” (1989).
O mais recente álbum de João Bosco é de 2024, mostrando que, aos 80 anos, ele segue ativo e em busca da perfeição musical.















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