O Ministério da Cultura (MinC) lançou, no Rio de Janeiro, a segunda edição do programa Rouanet nas Favelas. A iniciativa capacita artistas, coletivos e produtores culturais de periferias para acessar os mecanismos da Lei Rouanet. As inscrições começam em 15 de agosto, conforme anunciou o secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural, Thiago Rocha.
Mobilização prévia prepara proponentes
Antes da abertura das inscrições, o MinC realiza uma fase de mobilização com oficinas e orientações em comunidades. O objetivo é ensinar a elaboração de projetos e o acesso aos recursos da Lei Rouanet. Para gestores municipais, essa etapa representa uma oportunidade de articular parcerias e fortalecer o ecossistema cultural local.
Mudança na percepção das favelas
O presidente da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, destacou que a iniciativa reposiciona as periferias como protagonistas no cenário cultural. Prefeitos e secretários municipais de cultura podem usar esse argumento para sensibilizar empresas locais a apoiarem projetos via Lei Rouanet.
Lançamento com arte e parceria privada
A cerimônia contou com apresentação da ONG Passinho Carioca, que usa dança, teatro e canto para inclusão de jovens. A ministra Margareth Menezes e representantes da Vale assinaram o edital, sinalizando a possibilidade de captação de recursos privados para iniciativas em periferias.
Avaliação da Política Nacional Aldir Blanc
O seminário também apresentou resultados da avaliação da Política Nacional Aldir Blanc (Lei nº 14.399/2022), que prevê até R$ 15 bilhões até 2028. O primeiro ciclo alcançou 100% dos estados e 99,9% dos municípios, indicando capilaridade e a necessidade de preparação municipal para acessar os recursos.
O Rouanet nas Favelas insere-se em um contexto de fortalecimento do financiamento cultural. A capacitação de proponentes das periferias amplia a diversidade de projetos beneficiados, enquanto a Política Aldir Blanc garante recursos contínuos. Gestores municipais devem aproveitar essas ferramentas para fomentar a cultura local e reduzir desigualdades.















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