Reconstrução lenta e entregas parciais
Seis meses após um tornado F4 devastar Rio Bonito do Iguaçu (PR), a cidade ainda enfrenta obras inacabadas. A tragédia, em 7 de novembro, matou seis pessoas, feriu centenas e danificou ao menos 1.500 imóveis – mais de 30% ficaram completamente destruídos. Das 49 casas pré-fabricadas prometidas, apenas 19 foram entregues às famílias desabrigadas.
Impasse sobre terrenos e nova licitação
A prefeitura afirma que lançará licitação para construir 80 imóveis. O governo estadual, porém, alega falta de terreno em “condições viáveis”. Segundo o estado, o terreno oferecido pela prefeitura para 30 unidades apresentava problemas como compactação insuficiente do solo. Já a administração municipal sustenta que a área foi adquirida com doações via Pix e estava apta para o projeto.
Prefeitura e governo estadual informam que um convênio em vigor prevê a construção de 80 novas moradias em outros terrenos, incluindo as 30 originalmente previstas. Essas 80 casas não serão pré-fabricadas, e a licitação deve ser aberta nos próximos dias.
Falhas de transparência geram embate judicial
Falhas da prefeitura na transparência dos recursos destinados à reconstrução geraram embate judicial com o Ministério Público. A reportagem pediu entrevista com o prefeito Sezar Bovino (PSD) entre 4 e 6 de maio, mas a assessoria informou dificuldade de agenda e encaminhou nota. A cidade, com cerca de 14 mil habitantes, recebeu doações de empresas, entidades, pessoas físicas e repasses dos governos federal e estadual.
Auxílio financeiro e contexto dos tornados
O governo paranaense distribuiu 831 cartões de auxílio para compra de material de construção e contratação de serviços, totalizando cerca de R$ 26 milhões. O tornado que atingiu Rio Bonito do Iguaçu foi classificado como F4 na Escala Fujita, com ventos entre 332 km/h e 418 km/h. No mesmo dia, outros dois tornados foram registrados no Paraná, sendo que um F4 atingiu Guarapuava, onde um homem morreu na zona rural.









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