Apuração em múltiplas frentes
As suspeitas sobre o paradeiro e a destinação do acervo histórico do Palácio das Mangabeiras passam a mobilizar diferentes instâncias de controle e investigação. O Tribunal de Contas do Estado (TCE) abriu apuração, a Polícia Federal (PF) foi acionada e a Assembleia Legislativa discute proposta para reforçar a rastreabilidade do patrimônio cultural mineiro. A denúncia, que chega aos órgãos, envolve desde mobiliário histórico até obras de arte.
Indícios de desaparecimento e danos
A representação aponta indícios do desaparecimento de centenas de itens, entre mobiliário histórico, pratarias, livros, louças e obras de arte. Além disso, o documento relata danos provocados durante a retirada e o armazenamento de algumas peças. O deputado Leleco afirmou que pretende ampliar o foco da investigação para intervenções promovidas no edifício histórico, mencionando alterações estruturais que descaracterizaram ambientes considerados relevantes do ponto de vista patrimonial, entre eles o antigo cinema do palácio.
Gestões envolvidas e dificuldades de rastreamento
O documento cita fatos ocorridos nas gestões dos ex-governador Romeu Zema (Novo) e do atual governador Mateus Simões (PSD). A representação sustenta que a dificuldade para reconstituir a cadeia de guarda dos bens e a ausência de informações precisas sobre sua localização justificam uma investigação independente. A falta de rastreabilidade levanta preocupações sobre a integridade do patrimônio cultural mineiro.
Posição do governo
O Governo de Minas nega o desaparecimento do acervo. O Executivo afirma que todos os bens existentes no Palácio das Mangabeiras foram inventariados quando o imóvel deixou de ser residência oficial. A administração estadual sustenta que os bens permanecem cadastrados nos sistemas oficiais de controle patrimonial. O governo informa que prestará todos os esclarecimentos solicitados pelo Tribunal de Contas e reitera que a movimentação dos bens ocorreu de acordo com a legislação e os procedimentos administrativos vigentes.















Deixe um comentário