Captação milionária via Lei Rouanet
Antes de lançar o filme “Dark Horse”, a produtora Go Up Entertainment tentou captar R$ 8,6 milhões por meio da Lei Rouanet. O valor exato, de R$ 8,59 milhões, foi solicitado para quatro eventos culturais, conforme registros oficiais. A responsável pela iniciativa é Karina Gama, produtora do longa e sócia-administradora da empresa.
A Lei Rouanet, formalmente Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei nº 8.313/1991), permite que pessoas físicas e jurídicas destinem parte do Imposto de Renda para patrocinar projetos culturais. No caso, a captação visava cobrir custos de eventos ainda não detalhados publicamente.
Quem é Karina Gama
Karina Ferreira da Gama é a sócia-administradora da Go Up Entertainment, produtora responsável pelo filme “Dark Horse”. O longa aborda a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A tentativa de captação via Lei Rouanet ocorreu em momento anterior à produção do filme, mas a fonte não detalhou as datas exatas dos pedidos.
A produtora não informou se os recursos foram efetivamente captados ou se os eventos chegaram a ser realizados. A transparência sobre o uso de incentivos fiscais é um ponto de atenção para gestores públicos municipais, que lidam com mecanismos similares em âmbito local.
Impacto para gestores municipais
Para secretários municipais de cultura e captadores de recursos, o caso ilustra a importância de monitorar projetos aprovados via Lei Rouanet. Embora o foco seja federal, municípios podem adotar práticas semelhantes de controle e prestação de contas. A Lei Rouanet exige contrapartidas sociais e culturais, mas a fiscalização cabe ao Ministério da Cultura (MinC).
Gestores devem estar atentos aos prazos de adesão e às regras de execução. No caso da Go Up Entertainment, não há informações sobre aprovação final ou repasse dos R$ 8,59 milhões. A ausência de detalhes reforça a necessidade de mecanismos de transparência.
Contexto do filme ‘Dark Horse’
“Dark Horse” é um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. A produção gerou debates sobre o uso de incentivos fiscais para obras de cunho político. No entanto, a tentativa de captação via Lei Rouanet não está diretamente ligada ao longa, mas a eventos culturais anteriores.
A produtora Go Up Entertainment não se manifestou sobre o andamento dos projetos. O MinC, por sua vez, não detalhou se os pedidos foram aprovados ou indeferidos. A situação serve como alerta para que gestores municipais exijam clareza em projetos financiados com recursos públicos.















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