O Acre acumulou prejuízo de R$ 3,7 bilhões decorrentes de desastres naturais entre 2013 e 2025, segundo levantamento da Confederação Nacional de Municípios (CNM). Nesse período, 4.493.677 pessoas foram afetadas por eventos como enchentes e estiagens, que predominam no estado. Os dados revelam que os danos atingiram tanto o setor público quanto o privado, com destaque para as perdas habitacionais.
Danos públicos e privados no Acre
Do total de prejuízos, R$ 1,63 bilhão correspondem a perdas habitacionais, enquanto os prejuízos privados somam R$ 1,39 bilhão. Já os danos públicos alcançaram R$ 692,5 milhões. O valor total acumulado no período é de R$ 3,72 bilhões, conforme a CNM. Esses números refletem o impacto recorrente de desastres no estado.
Desastres mais frequentes: enchentes e estiagens
Os desastres no Acre foram provocados principalmente por enchentes e estiagens. Em nível nacional, a estiagem é o desastre mais frequente, com 30.015 registros, concentrados sobretudo no Nordeste. Já o excesso de chuvas soma 22.863 decretos, com maior incidência no Sul e Sudeste. A situação acreana se insere nesse contexto de eventos extremos recorrentes.
Prejuízos nacionais ultrapassam R$ 785 bilhões
Em todo o Brasil, as perdas com desastres superaram R$ 785,4 bilhões no mesmo período. Os setores mais afetados foram agricultura, pecuária, infraestrutura pública e habitação. O montante evidencia a magnitude dos danos causados por fenômenos naturais em todo o país.
Falta de preparo das prefeituras
Pesquisa da CNM aponta que 68% das prefeituras brasileiras afirmam não estar preparadas para enfrentar eventos extremos. Além disso, 57% não possuem sistemas de alerta, e quase metade não realizou capacitação técnica recente. Esses dados indicam vulnerabilidade na gestão de riscos municipais.
Recursos federais insuficientes
Entre 2013 e 2025, a União autorizou R$ 19,1 bilhões corrigidos pela inflação para proteção e defesa civil. No entanto, apenas R$ 6,15 bilhões foram efetivamente pagos, o que equivale a 32,2% do previsto. Esse descompasso entre autorização e execução compromete a capacidade de resposta dos municípios.









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