O vereador Prof. Dr. Thiago Reis (PSD) apresentou um Projeto de Lei que estabelece diretrizes para incentivar o treinamento de colaboradores de empresas privadas no acolhimento a pessoas com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e em noções de primeiros socorros. A proposta, de caráter facultativo, visa estimular a capacitação sem impor obrigações, conforme destacou o próprio parlamentar.
Proposta de incentivo à capacitação
O projeto prevê que os estabelecimentos privados possam aderir voluntariamente a um programa de treinamento. Os colaboradores aprenderiam a identificar e acolher adequadamente clientes ou frequentadores com TEA, além de receber noções básicas de primeiros socorros. A iniciativa busca criar um ambiente mais inclusivo e seguro, sem gerar custos adicionais obrigatórios para as empresas.
Thiago Reis ressalta que a regra seria facultativa e uma forma de estímulo educativo para os estabelecimentos privados. Dessa forma, a proposta não cria sanções ou multas, mas sim um selo de reconhecimento para as empresas que aderirem ao treinamento. O vereador acredita que a medida pode ser um passo importante para a conscientização sobre o autismo e a prevenção de emergências.
Detalhes do projeto de lei
O texto do Projeto de Lei ainda não foi divulgado integralmente, mas a proposta central é clara: capacitar equipes para lidar com situações que envolvam pessoas com TEA e emergências médicas. A fonte não detalhou prazos para tramitação ou previsão de votação. O projeto aguarda análise das comissões pertinentes da Câmara Municipal.
Caso aprovado, caberá ao Executivo regulamentar a forma de adesão e os critérios para obtenção do incentivo. O vereador defende que a medida pode ser replicada em outros municípios, servindo como modelo de política pública educativa e inclusiva.
Impacto para gestores públicos
Para gestores municipais, a proposta representa uma oportunidade de fomentar a capacitação sem onerar o orçamento público. Ao incentivar empresas privadas a treinarem seus funcionários, o poder público pode ampliar a rede de apoio a pessoas com autismo e melhorar a resposta a emergências, sem necessidade de investimento direto.
A iniciativa também pode inspirar programas similares em outras cidades, especialmente aquelas que buscam cumprir as diretrizes da Lei Berenice Piana (12.764/2012), que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. A capacitação de profissionais em espaços privados é um complemento às ações já existentes no serviço público.














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