Lançamento no Rio de Janeiro
O Ministério da Cultura (MinC) lançou, nesta terça-feira (30), no Rio de Janeiro, a segunda edição do programa Rouanet nas Favelas. A iniciativa visa ampliar o acesso de artistas, coletivos e produtores culturais das periferias aos mecanismos de incentivo fiscal da Lei Rouanet, principal instrumento de fomento cultural do país.
A cerimônia de lançamento foi aberta por uma apresentação da ONG Passinho Carioca — projeto sociocultural criado em 2015 que utiliza dança, teatro e canto para inclusão e profissionalização de jovens de favelas cariocas. Ao final, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, convidados e representantes do projeto dançaram o passinho antes da assinatura do edital, realizado em parceria com a Vale.
Mudança de olhar sobre as favelas
O presidente da Central Única das Favelas (Cufa), Preto Zezé, afirmou que a iniciativa representa uma mudança na forma como as favelas passam a ser vistas pelas políticas públicas e pelo setor privado. “A primeira coisa é um entendimento novo sobre a favela: não mais como um ambiente de problema e de carência, mas de potência”, declarou.
Preto Zezé acrescentou: “O Ministério da Cultura vai conhecer iniciativas, projetos e ações que não tinham janela para botar a cara no sol das oportunidades.” A fala reforça o objetivo do programa de dar visibilidade e suporte a produções culturais historicamente marginalizadas.
Capacitação e inscrições
O secretário de Economia Criativa e Fomento Cultural do MinC, Thiago Rocha, explicou que a segunda edição do programa terá um período de mobilização antes da abertura das inscrições, prevista para 15 de agosto. Equipes do ministério realizarão oficinas e atividades de orientação em comunidades para ensinar artistas e produtores a elaborar projetos e acessar os mecanismos da Lei Rouanet.
“A ideia é mostrar que a Rouanet não é só de alguns, é de todo mundo. Se você faz cultura e tem uma iniciativa cultural, pode participar”, afirmou Thiago Rocha. O secretário destacou que a estratégia busca ampliar o número de proponentes das periferias aptos a captar recursos. “A cultura tem que ser de todo mundo, em todo lugar. A PNAB está em todos os municípios, a Rouanet está em todos os estados e agora estará cada vez mais presente nas favelas e nos territórios brasileiros”, completou.
Resultados da Política Nacional Aldir Blanc
Além do lançamento do programa, o seminário apresentou os primeiros resultados da avaliação da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). A fonte não detalhou os números, mas a apresentação ocorreu no mesmo evento, reforçando o compromisso do MinC com a descentralização dos recursos culturais.















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